Esta semana a Maria está com os avós na praia. Uma semana, 7 dias, 168 horas, 10 080 minutos... Passa tão devagar...
Tem sido bom para fazer outras coisas, para jantar fora, para namorar, para sair da rotina, mas falta algo. Chegar a casa com silêncio é insuportável!
Falamos ao telefone todos os dias e várias vezes por dia, mas ela pouco diz, e às vezes grita. Acho que está chateada comigo, mas sei que se diverte todo os dias, que adora água, que brinca com os primos e que come imensa fruta!!!
Já sei que no Domingo a vou apertar e encher de beijos!!! Já sei que vou notar diferença na altura e no peso. Já sei que vou ver coisas novas que ela saber fazer, palavras que aprendeu a dizer, e asneiras que vai ter de perder! Já sei que a paciência para voltar a implementar as rotinas tem de ser gigante, mas ainda bem. Vamos voltar à rotina... ainda bem!!!
Bem sei que me queixo de andar cansada, do trabalho, das obrigações, das papeladas, dos horários apertados, mas na realidade é me permite dar o melhor a quem mais amo. É por isso que trabalho, que ando em correria todos os dias da semana, que me levanto cedo e deito tarde. É por isso que me esforço. Ninguém corre sem uma meta, sem objetivo, pois a corrida torna-se vã. A meta da minha corrida é a felicidade da Maria! É assim que sou feliz!
Bom fim de semana :D
sexta-feira, 6 de julho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
São Martinho do Porto
Este fim de semana, contrariando a previsão meteorológica, fomos para São Martinho do Porto. A Maria já lá tinha ido no Verão passado, mas ainda não tinha estatura nem consciência para disrutar do mar, do jardim, do pôr-do-sol, do chilrear das andorinhas quando se vão deitar...
Pois bem, este fim de semana foi diferente. Mal chegámos e avistámos a baía, ela guincha e diz "Aba, Aba" que quer dizer água. O excitamento de ver o mar, tanta água junta, contagiou-nos e mal acabámos de almoçar, fomo pôr o pé na areia!
Admirada com a textura dos grãos de areia que se colavam entre os dedos, a Maria foi andando devagar e sempre de mão dada, para não se desequilibrar. Pouco tempo depois já estávamos à beira mar e mal a água tocou nos seus pezinhos, num laivo de independência largou a minha mão e se não tivesse atenta tinha-se molhado toda dos pés à cabeça! Ria-se sozinha sempre que vinha uma onda (uma ondinha porque em São Martinho não há ondas), chapinhava, corria e se pudesse dado um mergulho. Ao fim do dia, depois de um banho quentinho, jantou e dormiu tranquila a noite toda.
O ar do mar traz-nos uma lufada de ar fresco que congela as preocupações, e neste fim de semana as minhas preocupações ficaram congeladas e só descongelaram quando regressei a Lisboa. Na praia em geral, mas em São Martinho em particular, o relógio serve apenas para confirmar que a barriga tem as horas certas e que a Maria tem que jantar. O telemóvel fica esquecido dentro da mala em casa. Os óculos não saem da caixa e são substituídos pelos óculos de sol. Os sapatos trocam-se por chinelos e as calças por uma canga atada à cintura. A carteira fica na cómoda da entrada e leva-se apenas uns trocos no bolso para um café ou um gelado. A leveza da praia contagia e torna a vida mais leve do normalmente é no quotidiano. Além disso, as descobertas da Maria mexeram na minha forma de olhar as coisas, sem ser com a perspectiva de que já conheço tudo, de que já sei o que vem a seguir, que é como normalmente olho os acontecimentos rotineiros do dia a dia. O que se conhece deixa de ter encanto. Já não somos supreendidos por nada. Mas porque achamos que conhecemos tudo? Mesmo as pessoas que julgamos conhecer, muitas vezes têm algo novo para nos mostrar, mas são à partida afastadas pelo nosso preconceito de achar que já sabemos o que esperar delas.
As descobertas da Maria fizeram-me redescobrir e viver os momentos deste fim de semana de uma forma mais especial. O mar clareou-me a mente e sol revitazlizou-me a alma. Pronta para mais uma semana de trabalho com o propósito de levar a Maria mais vezes perto do mar, faz-lhe bem a ela, a mim, a nós.
Pois bem, este fim de semana foi diferente. Mal chegámos e avistámos a baía, ela guincha e diz "Aba, Aba" que quer dizer água. O excitamento de ver o mar, tanta água junta, contagiou-nos e mal acabámos de almoçar, fomo pôr o pé na areia!
Admirada com a textura dos grãos de areia que se colavam entre os dedos, a Maria foi andando devagar e sempre de mão dada, para não se desequilibrar. Pouco tempo depois já estávamos à beira mar e mal a água tocou nos seus pezinhos, num laivo de independência largou a minha mão e se não tivesse atenta tinha-se molhado toda dos pés à cabeça! Ria-se sozinha sempre que vinha uma onda (uma ondinha porque em São Martinho não há ondas), chapinhava, corria e se pudesse dado um mergulho. Ao fim do dia, depois de um banho quentinho, jantou e dormiu tranquila a noite toda.
O ar do mar traz-nos uma lufada de ar fresco que congela as preocupações, e neste fim de semana as minhas preocupações ficaram congeladas e só descongelaram quando regressei a Lisboa. Na praia em geral, mas em São Martinho em particular, o relógio serve apenas para confirmar que a barriga tem as horas certas e que a Maria tem que jantar. O telemóvel fica esquecido dentro da mala em casa. Os óculos não saem da caixa e são substituídos pelos óculos de sol. Os sapatos trocam-se por chinelos e as calças por uma canga atada à cintura. A carteira fica na cómoda da entrada e leva-se apenas uns trocos no bolso para um café ou um gelado. A leveza da praia contagia e torna a vida mais leve do normalmente é no quotidiano. Além disso, as descobertas da Maria mexeram na minha forma de olhar as coisas, sem ser com a perspectiva de que já conheço tudo, de que já sei o que vem a seguir, que é como normalmente olho os acontecimentos rotineiros do dia a dia. O que se conhece deixa de ter encanto. Já não somos supreendidos por nada. Mas porque achamos que conhecemos tudo? Mesmo as pessoas que julgamos conhecer, muitas vezes têm algo novo para nos mostrar, mas são à partida afastadas pelo nosso preconceito de achar que já sabemos o que esperar delas.
As descobertas da Maria fizeram-me redescobrir e viver os momentos deste fim de semana de uma forma mais especial. O mar clareou-me a mente e sol revitazlizou-me a alma. Pronta para mais uma semana de trabalho com o propósito de levar a Maria mais vezes perto do mar, faz-lhe bem a ela, a mim, a nós.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Músicas de filmes
Desde pequena que gosto de música, de teatro com música, de cinema com música, de cenas da vida com música e admiro (com alguma inveja) todos os que sabem ler música porque não é apenas trabalho, é um dom! Sempre gostei de ouvir as bandas sonoras dos filmes. Sempre gostei de fechar os olhos e imaginar cenas, mesmo sem as ter visto no cinema, ao som de um piano. Às vezes dava por mim a ouvir uma música e a pensar: "esta música dava um filme".
Dos momentos dos óscares que mais gosto de ver é aquele em que é anunciada a melhor banda sonora porque acho que o cinema seria tão mais pobre sem música. O cinema, a vida...
Muitas das vezes desconheço o compositor, o nome do album e até o nome da música, mas sei de cor uma melodia que me toca, porque fica gravada na alma e na pele: na alma com um calafrio e na pele com um arrepio. Fica gravada e já não sai mais! De modo que sempre que volto a ouvir aquela combinação de notas o meu coração dá conta e o meu cérebro vai buscar ao mais fundo da memória aquele sentimento que faz chorar, sorri, sonhar... As combinações de notas musicais devem ser infinitas e por isso há sempre hipótese de alguém construir uma melodia nova que nos preencha e que fique gravada na nossa alma.
Esta música do Bernardo Sassetti é claramente uma música de cinema, basta fechar os olhos e, sem nunca ter visto o filme, imaginar uma menina que brinca numa casinha de bonecas e que sonha acordada, que olha pela janela e vê a chuva e a curiosidade não a deixa ficar quieta. Que espreita pela porta, que vê o que não pode ver, que não sendo adulta tem que agir como tal, que está triste e tem saudades dos pais.
Podem não acreditar, mas escrevi este texto e só depois fui ver a sinopse do filme. Não é bem a mesma coisa, mas está lá perto! O mérito não é meu mas da música e do compositor.
Aqui fica com a promessa de que ou ver, ainda que com o coração apertado por todas as crianças desaparecidas e por todos os pais angustiados!
Dos momentos dos óscares que mais gosto de ver é aquele em que é anunciada a melhor banda sonora porque acho que o cinema seria tão mais pobre sem música. O cinema, a vida...
Muitas das vezes desconheço o compositor, o nome do album e até o nome da música, mas sei de cor uma melodia que me toca, porque fica gravada na alma e na pele: na alma com um calafrio e na pele com um arrepio. Fica gravada e já não sai mais! De modo que sempre que volto a ouvir aquela combinação de notas o meu coração dá conta e o meu cérebro vai buscar ao mais fundo da memória aquele sentimento que faz chorar, sorri, sonhar... As combinações de notas musicais devem ser infinitas e por isso há sempre hipótese de alguém construir uma melodia nova que nos preencha e que fique gravada na nossa alma.
Esta música do Bernardo Sassetti é claramente uma música de cinema, basta fechar os olhos e, sem nunca ter visto o filme, imaginar uma menina que brinca numa casinha de bonecas e que sonha acordada, que olha pela janela e vê a chuva e a curiosidade não a deixa ficar quieta. Que espreita pela porta, que vê o que não pode ver, que não sendo adulta tem que agir como tal, que está triste e tem saudades dos pais.
Podem não acreditar, mas escrevi este texto e só depois fui ver a sinopse do filme. Não é bem a mesma coisa, mas está lá perto! O mérito não é meu mas da música e do compositor.
Aqui fica com a promessa de que ou ver, ainda que com o coração apertado por todas as crianças desaparecidas e por todos os pais angustiados!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Os filhos são um empréstimo de Deus
Depois do dia da mãe, depois do post da Helena Sacadura Cabral no seu blog, fio de prumo, transcrevo as suas palavras que transparecem o sentimento único e inimaginável do que é perder um filho e de como se pode olhar para essa perda:
"Os filhos são um empréstimo de Deus".
«Depois da missa de ontem o meu coração serenou. Fiz tudo quanto o Miguel pediu antes de morrer. Acabei como devia, entregando-o nas mãos de quem mo emprestou. Amanhã ele faria 54 anos.
Hoje recomecei, mansinho, a trabalhar. Como ele desejaria. Mais uma vez em sua homenagem. Aquela que só uma mãe pode dar.
Porque a vida continua e, felizmente, ainda tenho vivos de quem me ocupar.»
Penso tantas vezes na perda e, no entanto poucas são as pessoas que perdi ao longa da minha vida. Tenho medo de sentir a perda, tenho medo do estrago que isso me possa causar. Perdi dois grandes amigos, perdi uma avó, mas tenho os meus pais e irmã vivos, tenho a minha metade viva na pessoa do Rui e, sobretudo, tenho a minha filha viva!
A ordem natural das coisas nem sempre funciona, e quando "por acaso" acontece não funcionar como o previsto, baralha-nos o sistema, o coração e a vida. Não sabemos bem porque é que as coisas não acontecem como era suposto e expectavel, não compreendemos que, de um momento para o outro, o nosso mundo possa ficar de pernas para o ar e tudo o que construímos e sonhámos seja destruído num segundo. Temos uma visão da vida como um direito adquirido, o qual reclamamos todos os dias perante nós próprios e perante os outros. O qual teimamos em dizer que não gozamos como seria de esperar ou porque trabalhamos demais ou porque não temos trabalho, continuando a exigir cada vez mais e melhores condições para gozar esse direito em nome da nossa realização pessoal e da nossa individualidade.
Se ao menos experimentássemos olhar para a vida não como um direito adquirido mas como uma dádiva, tudo seria diferente. Ao invés de reclamar todos os dias, agradeceríamos todos os dias. Em vez de dispendermos energias em projectar as nossas acções para alcançar o sonho futuro da casa, do carro e da realização profissional e pessoal, gastaríamos as energias em viver plenamente cada dia, em constante acção de graças por termos mais mais um dia que nos é dado viver. Os sonhos que temos são feitos à medida dos homens e por isso são limitados, ou seja não são verdadeiros sonhos. Os sonhos verdadeiros devem ser à medida de Deus, perfeitos, infinitos, com asas, e tornar-se-são realidade um dia e para sempre!
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Pára, escuta, olha
Depois de umas férias cinzentas, com chuva, espirros e muita tosse, depois de umas férias apenas para descansar, para pôr o sono em dia, para parar, este texto não podia fazer mais sentido!
Aqui deixo para reflexão:
"Dormimos a correr, levantamo-nos a correr; comemos a correr, trabalhamos a correr, cuidamos dos outros a correr; cuidamos de nós a correr, amamos a correr…, a vida tornou-se uma correria.
Corremos e não sabemos sequer porquê.
Corremos sem sequer percebermos de onde partimos, onde queremos chegar, porque caminho lá chegar e o que fazer durante o caminho.
Corremos, correndo a vida de um dia – maratona de 24 horas. Ficamos esfalfados, exaustos, desidratados e, pior que tudo, no fim da corrida diária, sentimo-nos frustrados: afinal, parece que não saímos do lugar; tudo ficou na mesma. Um dia atrás do outro; noite após noite, corrida após corrida, tudo permanece igual; nada muda.
O estilo de vida que temos, hoje, é fruto das opções que os grandes decisores políticos, culturais, religiosos e cada cidadão e cidadã do mundo foram tomando.
É este o estilo de vida que desejamos para a humanidade? É este estilo de vida que corresponde ao nosso ideal de realização pessoal e comunitária? É este estilo de vida que favorece o desenvolvimento harmonioso dos nossos sobrinhos, dos nossos filhos e dos nossos netos?
É tempo de parar, escutar e olhar de frente a triste imagem de nós próprios. A vida não é um destino, é uma construção. Neste dia que começa proponho-vos um primeiro passo: parar, escutar e olhar para nós, para a nossa vida e para os que passam por nós."
Por Isabel Varanda
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Tenho o melhor trabalho do mundo
Hoje vi um vídeo que uma amiga pôs no seu Facebook, agradecendo à mãe aquilo que é hoje. Como é óbvio sorri no início e chorei no fim. Eu choro por tudo e por nada, por ser mulher, por ser mãe, por ser humana. Mas chorei sobretudo porque revi a minha mãe e o esforço que ela fez e faz para me educar formar, e porque me revi a mim enquanto mãe que se orgulha sempre, por mais pequena que seja a conquista. Pequena para mim, gigante para a minha filha. Chorei porque sei ela terá de se magoar para um dia entender a razão de eu dizer: "não se faz isso", que é para o bem dela e não apenas porque me apetece medir forças. Chorei porque custa, e vai custar ainda mais levantar cedo, e acordá-la para se vestir e encarar o novo dia que chega, tirá-la do quentinho da cama e incentivá-la com um sorriso a viver o dia com alegria. Chorei porque sofro e sofrerei com ela os desafios que ela tiver que ultrapassar, sofrerei em silêncio sabendo que não posso intervir nas batalhas que só ela poderá travar, pois são as suas batalhas. Chorei porque revi Maria mãe de Jesus, sofrendo em silêncio na caminhada para o Calvário, sabendo o fim que esperava o seu Filho. Chorei porque trabalho e queria poder passar muito mais tempo com a minha filha, ver as suas novidades em primeira mão e em direto. Chorei porque tenho que ser sempre mais forte do que ela para lhe transmitir essa força e confiança com verdade. Chorei porque me queixo de tanta coisa quando devia era agradecer todas as birras, todos os berros, todos beliscões e amuos que ela já faz quando eu a contrario.
É o trabalho mais difícil do mundo? Não sei, fez agora 1 ano que comecei e o contrato é por tempo inderterminado e para toda a vida! Aqui não há despedimentos nem greves, não há cortes salariais mas também não há promoções de carreira nem tão pouco subsídios, há dedicação e amor! Receber amor é sempre garantido. Cada sorriso, cada abraço sempre que chego a casa, cada vez que ela vai buscar o boneco novo ou mostrar a brincadeira que fez durante o dia, enche-me, preenche-me e transborda para os que me rodeiam, torna-me verdadeiramente feliz, torna-me uma pessoa melhor, e não há trabalho no mundo que me dê isso!
Tenho o melhor trabalho do mundo e este ninguém mo tira!
É o trabalho mais difícil do mundo? Não sei, fez agora 1 ano que comecei e o contrato é por tempo inderterminado e para toda a vida! Aqui não há despedimentos nem greves, não há cortes salariais mas também não há promoções de carreira nem tão pouco subsídios, há dedicação e amor! Receber amor é sempre garantido. Cada sorriso, cada abraço sempre que chego a casa, cada vez que ela vai buscar o boneco novo ou mostrar a brincadeira que fez durante o dia, enche-me, preenche-me e transborda para os que me rodeiam, torna-me verdadeiramente feliz, torna-me uma pessoa melhor, e não há trabalho no mundo que me dê isso!
Tenho o melhor trabalho do mundo e este ninguém mo tira!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Os porquês têm que ser bem explicados às crianças, mas como?!
Enviaram-me este texto que não resisto em partilhar porque demonstra a dificuldade que temos em falar de Deus às crianças, especialmente nesta altura do ano em que o nosso Deus, a quem rezamos à noitinha e agradecemos as coisas boas do dia, morre pregado a uma cruz, e depois ressuscita! Ora falar da morte a uma criança já não é fácil quanto mais dizer-lhe que Deus, na pessoa de Jesus, morreu e voltou dos mortos para mostrar ao mundo que não fomos criados para a morte mas para a vida eterna! Não é tarefa fácil! Talvez a linguagem da igreja também não ajude, mas será que deve haver outra linguagem para explicar estas coisas que não aquela que é própria da religião? Será que temos que simplifcar e simplificando corremos o risco de saltar algumas partes importantes da história e omitir outras que são mais complicadas de dizer?
" - Pai, o que é a Páscoa?
- Ora, Páscoa é ...... bem... é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Maria, vem cá!
- Sim?
- Explica lá ao puto o que é ressurreição para eu poder ler o meu jornal descansado.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendido?
- Mais ou menos ... Mãe, Jesus era um coelho?
- Que parvoíce é essa? Coelho? Jesus Cristo é o Pai do Céu! Nem parece que foste baptizado! Jorge, este menino não pode crescer assim, sem ir à missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensaste se ele diz uma asneira destas na escola? Deus me perdoe! Amanhã vou matricular esta criança na catequese!
- Mãe, mas o Pai do Céu não é Deus?
- É filho! Jesus e Deus são a mesma coisa. Vais estudar isso na catequese. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- É por isso que na Trindade fica o Espírito Santo?
- Não é o Banco Espírito Santo que fica na Trindade, meu filho. É o Espírito Santo de Deus. É uma coisa muito complicada, nem a mãe entende muito bem. Mas se perguntares à catequista ela explica muito bem!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- (Aos gritos no meio da casa) Eu sei lá! É uma tradição. É igual ao Pai Natal, só que em vez de presentes, ele traz ovinhos.
- O coelho põe ovos?
- Chega! Deixa-me ir fazer o almoço que eu não aguento mais!
- Pai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então peru.
- Pai, Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro, não é? Em que dia é que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- Gaita!!!! Sabes que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois portanto!
- (Aos berros) Não, filho - três dias!
- Então morreu na quarta-feira.
- Não! Morreu na sexta-feira santa... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ouve, já me baralhaste todo! Morreu na sexta-feira e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como !?!? Como !?!?
- Pergunta à tua professora da catequese!
- Pai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite que o nome dele tinha no apelido Coelho. Só assim esta coisa do coelho da Páscoa faz sentido, não achas?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da tua catequista !!!"
" - Pai, o que é a Páscoa?
- Ora, Páscoa é ...... bem... é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Maria, vem cá!
- Sim?
- Explica lá ao puto o que é ressurreição para eu poder ler o meu jornal descansado.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendido?
- Mais ou menos ... Mãe, Jesus era um coelho?
- Que parvoíce é essa? Coelho? Jesus Cristo é o Pai do Céu! Nem parece que foste baptizado! Jorge, este menino não pode crescer assim, sem ir à missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensaste se ele diz uma asneira destas na escola? Deus me perdoe! Amanhã vou matricular esta criança na catequese!
- Mãe, mas o Pai do Céu não é Deus?
- É filho! Jesus e Deus são a mesma coisa. Vais estudar isso na catequese. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- É por isso que na Trindade fica o Espírito Santo?
- Não é o Banco Espírito Santo que fica na Trindade, meu filho. É o Espírito Santo de Deus. É uma coisa muito complicada, nem a mãe entende muito bem. Mas se perguntares à catequista ela explica muito bem!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- (Aos gritos no meio da casa) Eu sei lá! É uma tradição. É igual ao Pai Natal, só que em vez de presentes, ele traz ovinhos.
- O coelho põe ovos?
- Chega! Deixa-me ir fazer o almoço que eu não aguento mais!
- Pai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então peru.
- Pai, Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro, não é? Em que dia é que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- Gaita!!!! Sabes que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois portanto!
- (Aos berros) Não, filho - três dias!
- Então morreu na quarta-feira.
- Não! Morreu na sexta-feira santa... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ouve, já me baralhaste todo! Morreu na sexta-feira e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como !?!? Como !?!?
- Pergunta à tua professora da catequese!
- Pai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite que o nome dele tinha no apelido Coelho. Só assim esta coisa do coelho da Páscoa faz sentido, não achas?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da tua catequista !!!"
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